Como comenta o CEO Ian Cunha, o kitesurf e o risco calculado ajudam a entender por que alguns negócios escalam com lucidez, enquanto outros aceleram até perder controle. Se você quer crescer sem transformar cada decisão em aposta cega, continue a leitura e observe o que o vento ensina sobre estratégia.
Por que o vento expõe decisões mal feitas?
O vento não negocia com ansiedade. Ele muda, oscila, intensifica, e cobra resposta rápida. Ainda assim, resposta rápida não significa resposta impulsiva. O que diferencia o praticante experiente é a capacidade de interpretar o cenário antes de insistir. Essa leitura evita o erro clássico:Confundir coragem com imprudência.

Sob a ótica do empresário serial Ian Cunha, o risco calculado não é o risco pequeno; é o risco compreendido. Isso muda a natureza da ambição. Em vez de buscar adrenalina, o líder busca previsibilidade dentro do imprevisível. Com isso, a empresa para de crescer por entusiasmo e passa a crescer por controle de variáveis essenciais.
Timing, alavancagem e a tentação de puxar demais
No kitesurf, puxar demais a barra pode parecer avanço, mas pode ser apenas perda de margem. Existe um ponto em que a potência deixa de ser recurso e vira ameaça, pois o controle se reduz e a queda fica mais provável. No crescimento empresarial, alavancagem funciona de modo parecido: mais marketing, mais equipe, mais expansão, tudo pode acelerar o resultado, desde que o sistema suporte.
Do ponto de vista do fundador Ian Cunha, crescimento rápido exige uma pergunta incômoda:O que acontece se as condições mudarem amanhã. Quando a empresa escala sem responder a isso, ela troca robustez por aparência de tração. Logo, a velocidade passa a comandar a estratégia, e não o contrário. A consequência tende a aparecer na forma de retrabalho, ruído operacional e decisões reativas.
Segurança como parte da performance, não como freio
Há um equívoco comum:Tratar segurança como medo. No kitesurf, segurança é parte do desempenho, porque preserva continuidade. Equipamento, checagem, leitura de vento e respeito ao limite são elementos que permitem repetir o essencial sem depender de sorte. Do mesmo modo, no empreendedorismo, segurança não é falta de ambição; é a forma de sustentar ambição por mais tempo.
Para o CEO Ian Cunha, o risco calculado é uma disciplina de continuidade. Ele protege caixa, protege reputação e protege o time. Além disso, ele reduz a necessidade de decisões heroicas, aquelas que impressionam por um dia e cobram por meses. Em última análise, empresas fortes não são as que nunca caem, e sim as que caem menos caro e aprendem mais rápido.
Como crescer rápido sem perder leitura de cenário?
Um dos maiores desafios do crescimento acelerado é que o ambiente muda enquanto a empresa ainda está se estruturando. O kitesurf mostra isso com clareza:O mar e o vento mudam no meio do percurso. A mente que insiste em um plano rígido se frustra, e a que muda sem critério se desorganiza. A maturidade está em ajustar sem perder eixo.
Na perspectiva do superintendente geral Ian Cunha, risco calculado é manter um núcleo estável em meio à variação. Esse núcleo inclui critérios de prioridade, clareza de proposta e consistência de entrega. Assim, a empresa consegue absorver turbulências sem travar e sem se deformar. A velocidade deixa de ser um perigo quando existe direção compartilhada.
O que o crescimento exige quando a potência aparece?
O kitesurf e o risco calculado ensinam que potência não é prêmio; é responsabilidade. Crescer rápido é lidar com força disponível, com mudanças de cenário e com o custo de decisões feitas sob excitação. Portanto, o diferencial não está em buscar vento mais forte, e sim em sustentar controle quando o vento aparece. Quando o risco é calculado, a ambição deixa de ser aposta e passa a ser construção.
Autor: Yan Chay










