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São Paulo registra setembro mais chuvoso dos últimos 32 anos

Capital paulista acumula 255,6 mm de chuva em setembro, volume 287,3% acima da média mensal, e previsão indica novos temporais nesta semana.

Setembro supera média histórica de chuvas em São Paulo

A cidade de São Paulo registra em setembro de 2026 o maior volume de chuva dos últimos 32 anos, segundo dados do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura. Até as 13h desta segunda-feira (21), o acumulado médio chegou a 255,6 milímetros, enquanto a média histórica para todo o mês é de 66 milímetros. O volume representa uma quantidade de precipitação 287,3% superior ao padrão utilizado pelo órgão municipal. (CGESP)

O cenário chama atenção porque o acumulado registrado ao longo de setembro já representa quase quatro vezes a média mensal considerada pelo CGE. O histórico utilizado pela Prefeitura é baseado nas medições realizadas nas subprefeituras desde o início da série, e o resultado coloca o mês de setembro de 2026 em uma posição excepcional dentro do período analisado. A situação também ocorre em um momento de sucessivos episódios de chuva forte na capital e em outras regiões do estado.

O volume elevado de precipitação tem provocado impactos em diferentes pontos da cidade, especialmente durante os períodos em que as pancadas ocorrem com maior intensidade. Áreas sujeitas a alagamentos e regiões próximas a córregos e rios permanecem entre os pontos que exigem maior atenção das autoridades, principalmente quando as chuvas acontecem acompanhadas de rajadas de vento.

A previsão meteorológica indica que o quadro de instabilidade ainda deve continuar nos próximos dias. Com a combinação entre calor, umidade e a aproximação de uma frente fria, novas áreas de chuva podem se formar na capital, mantendo o risco de transtornos relacionados ao excesso de água. (CGESP)

Previsão indica novas pancadas fortes e risco de alagamentos

Nesta segunda-feira (21), a previsão do CGE indica que São Paulo terá períodos de sol entre nuvens e rápida elevação da temperatura. O calor e a umidade devem favorecer a formação de áreas de instabilidade principalmente a partir do meio da tarde, quando são esperadas pancadas de chuva de intensidade moderada a forte. O órgão também prevê possibilidade de trovoadas e rajadas de vento. (CGESP)

O risco de alagamentos permanece como uma das principais preocupações para a capital. A ocorrência de chuvas intensas em pouco tempo pode provocar acúmulo de água em vias, transbordamentos pontuais e dificuldades para o deslocamento de veículos e pedestres, principalmente em áreas que já apresentam histórico de problemas durante temporais.

Para terça-feira (22), a previsão é de um cenário ainda instável. Segundo o CGE, a chegada de uma frente fria deverá contribuir para a formação de pancadas generalizadas entre o meio da tarde e a noite, também com possibilidade de chuva moderada a forte, rajadas de vento e alagamentos. O órgão não descarta ainda o transbordamento de pequenos rios e córregos. (CGESP)

A mudança no tempo ocorre justamente na transição entre o inverno e a primavera, que começa oficialmente na terça-feira à noite. A chegada da frente fria também deve provocar uma queda significativa nas temperaturas ao longo da semana, fazendo com que a capital passe de uma segunda-feira mais quente para dias de temperaturas consideravelmente mais baixas. (Folha de S.Paulo)

Chuva intensa mantém atenção sobre áreas vulneráveis

O excesso de chuva registrado em setembro também aumenta a preocupação com regiões que apresentam maior vulnerabilidade a alagamentos, enxurradas e deslizamentos. Quando o solo permanece saturado por sucessivos episódios de precipitação, a capacidade de absorção da água diminui, fazendo com que novos temporais possam provocar impactos mesmo quando a chuva não atinge volumes excepcionais em toda a cidade.

A situação também é acompanhada em outras regiões do estado de São Paulo. Dados divulgados anteriormente pelo Inmet mostraram que a capital já havia ultrapassado, ainda na primeira metade do mês, o recorde de precipitação para setembro registrado no Mirante de Santana desde 1943. Na ocasião, o acumulado havia chegado a 253,8 mm, superando os 243,1 mm registrados em setembro de 1983. (UOL Notícias)

Além da capital, diferentes municípios paulistas enfrentaram impactos provocados pelas chuvas durante setembro. Regiões do Vale do Ribeira, por exemplo, registraram alagamentos, deslizamentos, interdições de rodovias e pessoas desalojadas, enquanto autoridades estaduais mantiveram estruturas de monitoramento e resposta para acompanhar a evolução das condições meteorológicas. (UOL Notícias)

Com a previsão de novas pancadas ao longo da semana, a orientação é acompanhar os comunicados oficiais e redobrar a atenção durante períodos de chuva intensa. Para a população que circula pela cidade, os principais pontos de atenção são áreas sujeitas a alagamentos, margens de córregos e locais onde já foram registrados problemas durante temporais anteriores. A tendência é de continuidade da instabilidade pelo menos até os próximos dias. (CGESP)

Fontes:

  • CGE – Prefeitura de São Paulo: dados atualizados de 21/09 indicam acumulado de 260,9 mm até as 7h, equivalente a 295,3% acima da média de setembro. O órgão também previa pancadas moderadas a fortes, trovoadas, rajadas superiores a 50 km/h e possibilidade de alagamentos. (CGESP)
    CGE — Prefeitura de São Paulo
  • CGE – Prefeitura de São Paulo: boletim de 21/09 com a previsão para segunda e terça-feira, incluindo possibilidade de chuva forte, alagamentos e transbordamento de pequenos rios e córregos. (CGESP)
    CGE — previsão e acumulados de chuva
  • INMET – Instituto Nacional de Meteorologia: confirmou que setembro de 2026 já havia superado o recorde histórico de chuva para o mês no Mirante de Santana, com 253,8 mm até 14/09, acima dos 243,1 mm registrados em 1983. (INMET)
    INMET — recorde de chuva em São Paulo
  • Agência Brasil: também registrou o recorde histórico e informou que o volume de 253,8 mm equivalia a cerca de três vezes a média mensal de setembro no Mirante de Santana. (Agência Brasil)
    Agência Brasil — setembro registra recorde de chuva
  • UOL: publicou os dados do INMET sobre o setembro mais chuvoso desde o início da série histórica em 1943 e os impactos das chuvas no estado. (UOL Notícias)
    UOL — setembro mais chuvoso desde 1943