O médico cirurgião plástico, Milton Seigi Hayashi, apresenta que ao considerar uma cirurgia plástica, muitos pacientes se concentram apenas no resultado estético, mas a base para um procedimento seguro começa muito antes, na formação e na qualificação do profissional que irá conduzir todas as etapas do processo. Buscar um cirurgião devidamente treinado e experiente é uma das principais formas de reduzir riscos e aumentar as chances de bons resultados. A evolução da cirurgia plástica moderna está diretamente ligada ao fortalecimento dos critérios de formação e à valorização de protocolos de segurança.
Nas últimas décadas, a especialidade passou por mudanças importantes, tanto na incorporação de novas técnicas quanto na padronização de processos que protegem o paciente em todas as fases do atendimento, do pré ao pós-operatório.
Caminho de formação do cirurgião plástico
A formação em cirurgia plástica é longa e rigorosa. Após a graduação em Medicina, o médico passa por residência em cirurgia geral e, posteriormente, por residência específica em cirurgia plástica, com treinamento supervisionado em diferentes tipos de procedimentos, explica Hayashi.
Esse percurso é essencial para desenvolver não apenas habilidade técnica, mas também capacidade de lidar com intercorrências e tomar decisões seguras em situações imprevistas. A prática supervisionada permite que o profissional aprenda a avaliar riscos, escolher a técnica mais adequada e conduzir o pós-operatório de forma responsável.

Além da residência, a atualização constante por meio de cursos, congressos e estudos científicos faz parte da rotina do cirurgião comprometido com a qualidade do atendimento.
Protocolos de segurança e padronização de processos
A cirurgia plástica moderna adotou protocolos semelhantes aos utilizados em outras áreas cirúrgicas, como checklists de segurança, confirmação de identidade e de procedimentos, além de rotinas de monitoramento no pós-operatório. Esses protocolos reduzem falhas humanas e aumentam a previsibilidade dos processos.
Neste cenário, Milton Seigi Hayashi informa que a padronização não limita a atuação do médico, mas cria uma estrutura segura dentro da qual decisões técnicas podem ser tomadas com maior tranquilidade. O objetivo é minimizar riscos evitáveis e garantir que todos os passos críticos sejam cumpridos.
Esses cuidados também envolvem a escolha de ambiente hospitalar adequado, equipe treinada e equipamentos compatíveis com o tipo de procedimento realizado.
Avaliação individualizada e indicação correta
Outro pilar da cirurgia plástica moderna é a avaliação individualizada do paciente, expõe Hayashi, isso porque, nem todos são candidatos ideais para determinados procedimentos, e identificar essas limitações é parte essencial da segurança.
A indicação correta depende da análise de fatores como idade, condições clínicas, histórico de doenças, uso de medicamentos e estilo de vida. Essa avaliação define não apenas se a cirurgia é possível, mas também qual técnica oferece melhor relação entre benefícios e riscos.
Indicações inadequadas estão entre as principais causas de complicações, reforçando a importância de uma postura médica cautelosa e ética.
Comunicação clara como parte do cuidado
A segurança do paciente também passa pela qualidade da comunicação entre médico e paciente. Informações claras sobre riscos, benefícios, alternativas e tempo de recuperação permitem que o paciente participe ativamente da decisão.
Segundo Milton Seigi Hayashi, quando o paciente entende o processo e sabe o que esperar, tende a seguir melhor as orientações e a procurar ajuda rapidamente caso perceba sinais de alerta no pós-operatório. Isso reduz a chance de agravamento de intercorrências e contribui para uma recuperação mais tranquila.
A comunicação, portanto, não é apenas uma questão de empatia, mas um componente técnico da prática segura.
Atualização tecnológica e formação continuada
A cirurgia plástica moderna também se beneficia de avanços tecnológicos, como novos materiais, técnicas menos invasivas e ferramentas de planejamento mais precisas. No entanto, esses recursos só são eficazes quando utilizados por profissionais capacitados.
A formação continuada é indispensável para que o cirurgião acompanhe essas inovações e saiba aplicá-las adequadamente. Milton Seigi Hayashi defende que participar de congressos, cursos e discussões científicas permite incorporar novas práticas sem comprometer a segurança.
A tecnologia, nesse sentido, complementa a formação, mas não substitui o julgamento clínico e a experiência profissional.
Qualificação como base da confiança do paciente
A confiança do paciente no cirurgião é construída a partir de múltiplos fatores, e a qualificação profissional está entre os mais relevantes. Saber que o médico passou por treinamento rigoroso e segue protocolos de segurança oferece maior tranquilidade para enfrentar o processo cirúrgico.
Ao analisar esse aspecto, Milton Seigi Hayashi reforça que a segurança do paciente começa na escolha do profissional e se estende por todas as etapas do cuidado. Quanto mais sólida for a formação e mais estruturados forem os processos, maiores são as chances de resultados satisfatórios e recuperação sem complicações.
Desta forma, a cirurgia plástica moderna se consolida não apenas por seus avanços técnicos, mas pela combinação entre qualificação médica, protocolos de segurança e compromisso contínuo com a excelência no atendimento.
Autor: Yan Chay










