O renomado especialista em nutrição esportiva em São Paulo, Lucas Peralles, autor do Método LP, menciona a retenção de líquidos como um dos fatores que mais interferem na precisão da balança. Os sintomas mais comuns de retenção hídrica incluem inchaço facial ao acordar, fadiga nas pernas no final do dia e anéis de rigidez.
É imprescindível estar atento, visto que essa queixa é frequente e costuma gerar ansiedade. O aumento de peso, muitas vezes, surge de forma súbita e progressiva. Muitas pessoas interpretam esta variação como ganho de gordura e reagem de maneira inadequada, adotando restrições desnecessárias ou até mesmo o uso de diuréticos por conta própria.
A compreensão das causas da retenção auxilia na gestão mais tranquila e eficaz desse problema. A seguir, você vai entender o que leva o corpo a reter líquidos, quais hábitos ajudam a reduzir o inchaço e quando esse sintoma merece avaliação médica.
O que causa a retenção de líquido?
A ingestão excessiva de sódio constitui uma das causas mais prevalentes. Alimentos ultraprocessados, embutidos, temperos prontos e refeições de restaurante geralmente apresentam elevado teor de sódio e, consequentemente, o organismo retém água para restaurar o equilíbrio homeostático entre líquidos e minerais quando a ingestão de sódio se eleva.
A rotina diária também interfere. Permanecer em posição sentada ou em pé por longos períodos compromete a circulação nas pernas. Ademais, mesmo que paradoxal, a ingestão insuficiente de água pode favorecer a retenção hídrica. Fatores como calor intenso, viagens longas e noites mal dormidas tendem a agravar o quadro.

As oscilações hormonais são outro fator a ser considerado. Lucas Peralles, especialista em comportamento alimentar, considera as referidas variações no Método LP: muitas mulheres apresentam inchaço nos dias que antecedem a menstruação, uma oscilação natural que não deve ser confundida com falha no processo de emagrecimento.
Como reduzir o inchaço no dia a dia?
A primeira recomendação é reduzir o sódio, o que pode ser feito através da diminuição do consumo de alimentos ultraprocessados e da preparação mais frequente de refeições em casa, utilizando ervas e especiarias. Aumentar o consumo de frutas, verduras e legumes contribui para o equilíbrio de fluidos pelo fornecimento de potássio, mineral que compõe o organismo humano.
O movimento e a hidratação regulares ao longo do dia complementam a estratégia. É recomendável caminhar e levantar a cada hora em atividades que envolvam o trabalho sentado, além de manter a prática de exercícios. Essas atividades estimulam a circulação sanguínea. Elevar as pernas por alguns minutos no fim do dia também é uma boa medida, pois contribui para o alívio da sensação de peso.
No método desenvolvido por Lucas Peralles, tais ajustes são incorporados como hábitos simples e repetitivos, não sendo concebidos como soluções de emergência. Chás e produtos comercializados como “desinchantes” podem proporcionar alívio imediato, contudo, não abordam a causa fundamental nem substituem uma mudança de hábito.
Sinais de alerta que não devem ser ignorados
A comum retenção de líquido apresenta caráter temporário e pode ser revertida com ajustes nos hábitos da pessoa em questão. O inchaço persistente, localizado em uma única perna e acompanhado de dor, vermelhidão, falta de ar ou ganho de peso rápido e contínuo, pode ser sinal de problemas circulatórios, renais, cardíacos ou hormonais. Nesses casos, é essencial buscar avaliação médica imediata.
O uso de diuréticos sem orientação médica é outro ponto que merece atenção. Esses medicamentos alteram o equilíbrio de minerais no organismo e podem causar desidratação e outros efeitos adversos, além de mascarar condições que deveriam ser devidamente investigadas.
Na Clínica Peralles, a avaliação desses sinais é realizada de forma conjunta e integrada pelas equipes de nutrição e medicina. Esse procedimento permite uma avaliação precisa dos casos, diferenciando uma retenção pontual de um quadro que demande investigação mais aprofundada. O fundador do Método LP, Lucas Peralles, aborda essa distinção como parte integrante do processo de autoconhecimento, compreendendo as necessidades do corpo antes de tomar decisões.










